quarta-feira, 23 de junho de 2021

Texto 10 da série Nostalgias

 Aleatoriedades de 06/12/2018


Sobre paz interior, auto aceitação e fé nas coisas acredito que é algo que se constrói. 
Uma coisa que tenho visto cada dia mais é que pessoas que vivem sob essa filosofia são pessoas que já conseguiram e realizaram experiências pessoais [...]
Acredito na importância da filosofia, da ideia e da prática. Acredito na importância de compartilhar e
querer que outras experimentem o mesmo. Mas não acredito que ela seja para todos.

As vezes a paz de espírito é só você conseguir sobreviver. Tem fases da vida que se temos o mínimo de forças pra continuar, manter alguns bons amigos por perto e tentar construir um futuro de satisfação pessoal... Você já está nesse patamar de plenitude.

"Ah, mas você não sorri todo todo dia nem agradece por tudo" [...] falta gratidão, forças pra continuar,
coragem... mas vc continua firme, segue os dias, busca seus objetivos.... você está indo bem!

Pra muita gente o altruísmo e mindset positivo antes precisou-se da dor e do egoísmo, da construção pessoal e da luta simples do dia a dia pra sobreviver. Quando você já construiu tudo e começou a reformular suas ideias parece tudo mais ok.

O que quero dizer, meus caros... É que não dá pra querer a perfeição quando tudo que você tem é uma
luta constante pra se manter de pé.

Meu cu pra vocês também que tem tudo e acha que sofrimento é mimimi!

terça-feira, 22 de junho de 2021

Texto 9 da série Nostalgias

TEMA: A fuga ao álcool, mas a entrega ao amor.
Título: Se amor fosse bebida eu vivia embriagado.

Entregar de corpo e alma
Sua vida a esse amor
Se jogar sem ter temor
Mas também indo com calma
Para não tornar-se trauma
Entregar-se por agrado
Pra viver todo esse estrago
Sem ter medo da partida
Se amor fosse bebida
Eu vivia embriagado

Já tomei de tudo um pouco
Pra de você me esquecer
Cheguei quase enlouquecer
Me taxaram como louco
Pra razão eu fiquei mouco
Vivi todo atordoado
Mesmo com este legado
Nunca largo desta vida
Se amor fosse bebida
Eu vivia embriagado

De beber eu já parei
Pois isto não vale a pena
Não valia nem a cena
Mas de amar eu não cansei
Por você eu me entreguei
Pra viver neste estado
De amor alucinado
Entreguei-me a esta lida
Se amor fosse bebida
Eu vivia embriagado

Toda vez falta coragem
De ao novo se entregar
No amor se estribar
Retirar todo ferrugem
Gravar feito tatuagem
O amor que à ti é dado
No peito tão machucado
Tanta dor por nós sofrida
A história já relida
Se amor fosse bebida
Eu vivia embriagado

Jennifer Amorim. Cabo de Santo Agostinho. 2017.