segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Gratidão

Uma das coisas pelas quais sou extremamente grata é a presença de algumas pessoas em minha vida. Mais que qualquer coisa as pessoas que passam pela nossa vida, sejam em encontros breves ou mais longos, são o que realmente dão sentido e motivação em muitos aspectos.
Hoje em especial me senti extremamente grata por uma relação que tem sido construída desde antes do meu nascimento.
Sou imensamente grata pela mulher forte que sempre fez o que pôde pra me presentear com o melhor dela, da vida e das coisas. Minha mãe é um modelo pra mim em diversos aspectos. Respeitar o espaço do outro e permitir que ele seja o que puder ser é um desafio para muitos pais e Rosemary Amorim, como mulher guerreira que é, foi a cada dia enfrentando e vencendo esse desafio. Por tantas outras coisas e por seu amor incondicional eu sou grata. Te amo muito minha mãe!

sábado, 28 de julho de 2018

Entre dois amores

Foram incontáveis as vezes que reli as primeiras páginas desse livro só pra reviver o momento em que você leu essas palavras pra mim. Naquele momento você era parte inteira da vastidão do meu mundo complexo e não linear. Como se você pudesse prever e modelar exatamente tudo que me pertencia, como uma extensão confusa e paradoxalmente clara do meu ser. E eu não sei dizer se é fácil assim pra tornar- se meu amor. Não tem sido!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sobre amores



O amor é um negócio muito multifacetado, sabe. Tem tanto amor aqui dentro que nem sei. Na mesma proporção tem um desejo quase secreto de ser amada.
Tem amores que surgem de admiração. Outros de um olhar numa festa. Uns que queria que fosse romântico, por homens apaixonantes, mas nunca se materializou em mim. Gente que eu queria dizer sim, mas meu corpo diz não. Gente que meu corpo diz sim e a vida diz não. Gente que eu digo sim, meu corpo diz sim, o outro diz sim e a vida cuida em separar. 
Amor é um negócio maluco demais. De amigo, irmão, da vida... Paixões. Eu não troco amor por nada nesse mundo.
Pessoas são as maiores obras desse universo. São as paixões que nos movem. Movimento é vida. E o amor, ele não tem essa regra toda que a gente insiste. Amor é sentimento. Vida à dois é que é construção.
Como diria Rita Lee: Sexo é escolha. Amor é sorte!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Resenha Crítica Acadêmica: O Retorno do Jovem Príncipe



Livro: O Retorno do Jovem Príncipe
Autor: Alejandro Guillermo Roemmers
Editora: FONTANAR
Tradução: Paulo Afonso
Ano: 2011


À pedidos do próprio autor de "O pequeno príncipe" – clássico de Antoine de Saint-Exúpery– Alejandro Roemmers traz de volta à terra o príncipe mais universal entre histórias já escritas e trata da história do encontro de um viajante com o príncipe já adolescente. Saint-Exupéry pede, na última frase do pequeno príncipe que “escrevam-me depressa que ele voltou...” e Roemmers nos traz o relato do jovem príncipe na Patagônia, local onde Sant-Exupéry teve grande história. Um livro de ficção que relata a história onde um viajante encontra um adolescente desacordado na estrada e resolve ajuda-lo. No decorrer da história o viajante percebe que o adolescente na verdade é um príncipe muito familiar e embarca junto a ele numa viagem sobre o ser e a vida.

Com uma vertente leve e palavras otimistas Roemmers introduz a história e explica suas faltas em relação a obra que o inspirou. Todo livro é repleto de páginas estampadas de estrelas que fazem menção a frase final de sua introdução onde leva o leitor a, enquanto desfruta da leitura, deixar de lado toda solidão e lembrar que toda imensidão de estrelas lhe sorriem. A história separada em capítulos presenteia o leitor com frases evidenciadas que levam a reflexão sobre a vida. Toda história é narrada sobre a visão do autor em primeira pessoa.

Inicialmente o leitor é apresentado a viagem do autor pelas terras da Patagônia e o encontro inesperado com um jovem desacordado na estrada do deserto. O viajante hesita um pouco em oferecer-lhe ajuda, porém não se atreve a negá-la. No decorrer da viagem o autor nota que o que para ele era apenas um jovem misterioso é na verdade um príncipe muito familiar a todos. Na história é descrito o relato da primeira grande decepção do príncipe com a realidade quando a erva daninha de seu planeta conta-lhe os fatos que ele tanto ignorava tem-se então o contato do jovem com sentimentos negativos que fazem com que “as estrelas parem de sorrir”. Todo esse sentimento se passa quando o príncipe descobre que o Carneiro que seu amigo lhe deu, em sua primeira viagem a terra, não era real.

Em busca de esclarecimento o príncipe já em sua juventude conta as razões de sua volta em mais uma viagem a terra. A decepção por sentir-se enganado por seu amigo aviador (o qual conheceu em sua primeira viagem a terra) é um das razões de sua volta na busca por compreender os motivos pelo qual seu amigo o iludiu com o falso carneiro na caixa. À partir de toda história do jovem o viajante mostra ao príncipe a importância de alicerçar suas motivações em coisas duráveis e assumir responsabilidade pelos seus sentimentos e sua felicidade. Além disso questiona-o sobre suas razões em dar ouvidos a erva daninha e o deixa com o questionamento “Por que tantas vezes preferimos a pessoa que nos desilude àquela que nos oferece uma ilusão?”.

No percurso o viajante acaba por atropelar acidentalmente um cachorro e o dono do animal ao notar a imensa tristeza do jovem presenteia-o com um filhote batizado pelo príncipe de Asas. O jovem príncipe mostra através de seus atos a importância do sentir e surpreende o viajante. Daí em diante seguem em viagem o príncipe, Asas e o autor que segue com seus conselhos e percebe-se sem nenhuma pressa de chegar em seu destino. Ao pararem em um local para comer e dormir o jovem príncipe surpreende o viajante mais uma vez ao presentear uma família com Asas. No fim de tudo, o príncipe deixa o viajante ao chegarem em seu destino. O jovem se vai ao encontro da família de um mendigo que encontrou na estrada e tornou-se amigo depois um longo dia de conversa. Apesar de ir o jovem príncipe deixa o seu amigo com a forte impressão de que com palavras dele: “Era eu quem deveria viver no presente, deixando de me agarrar ao passado e futuro.”

Em todo momento o autor descreve as expressões do príncipe diante de suas afirmações. Ao dar-se conta de quem está com ele por essa viagem o viajante mostra-se empolgado em saber a realidade do, agora já adolescente, príncipe. A história é docemente narrada pelo autor. Em comparação ao livro de sua inspiração há uma grande perca das ilustrações e da serenidade do personagem principal. Quanto as ilustrações Roemmers, antes mesmo de iniciar o livro explica-se com sua falta de habilidade para o desenho. O retrato do príncipe apesar de diferente permanece fiel a sabedoria e leveza. Sem perder o encanto o personagem é apresentado diante das dúvidas e adversidades do início das descobertas de um adolescente. Roemmers não falha ao trazer no príncipe a característica de traduzir diversos ensinamentos em simples atitudes que resumem todas as palavras. Assim como em “O pequeno príncipe” O Retorno do jovem príncipe evoca o leitor a encontrar-se com o jovem príncipe que o habita.

O livro mantém o ar de clássico da obra no qual foi inspirado. Tem como público crianças, jovens, adultos e idosos. Ou seja, mantém a característica de linguagem universal que faz você refletir e reavaliar o cotidiano. Pessoas de qualquer idade e classe social será agraciada com tal leitura.

Alejandro Guillermo Roemmers, autor da obra, é um escritor argentino com diversas obras conhecidas. Com uma escrita caracteristicamente poética e toque sofisticado porém com uma linguagem sempre acessível a todo público. Bastante dedicado a poesia já participou de diversas premiações e congressos internacionais.




Resenha de autoria de Jennifer Amorim, Estudante do curso de Estatística da UFPE e poeta nas horas vagas.