segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Intervalos da vida

Nunca tinha visto desse tipo. A mulher veio, se achegou, conheceu e se fez parte daquilo. De uma hora pra outra ela parecia não fazer mais parte daquele todo comum. No meio da noite ela se fez inteira, quando ninguém mais nos via. Desnudou-se ainda vestida e me entreteve. Tirou-me da realidade, mais profundamente que meu ultimo trago, subitamente me distraiu. Por segundos perdia o foco, por minutos via-me perdido em seu corpo vestido de desejos. Mãos, toques, cheiros e mordidas. Até nossos pés sincronizavam. Humana demais pra ser real aqui nessa cama. Mulher demais pra estar nos meus braços. Ela foi puro êxtase. Sem saltos, sem esmalte vermelho, sem tinta no cabelo. Ela só me tirou, por algumas horas, da falsa realidade que criamos em madrugadas vazias. Sorriso, verdade e inteireza. Envolveu-me mais que atraiu, matou minhas horas como se fossem minutos. Mas o recreio acabou!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Digam o que acharam,