sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Muito antes que eu caísse Comigo Deus já estava

Por mares montes e rios
O seu amor me alcançou
Da tormenta me tirou
Preencheu todo o vazio
Na tristeza fez um desvio
Mostrou que ali estava
Que nunca me abandonava
Mesmo que eu não lhe visse
Muito antes que eu caísse
Comigo Deus já estava




Mote: Silvano Lira
Glosa: Jennifer Amorim

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Intervalos da vida

Nunca tinha visto desse tipo. A mulher veio, se achegou, conheceu e se fez parte daquilo. De uma hora pra outra ela parecia não fazer mais parte daquele todo comum. No meio da noite ela se fez inteira, quando ninguém mais nos via. Desnudou-se ainda vestida e me entreteve. Tirou-me da realidade, mais profundamente que meu ultimo trago, subitamente me distraiu. Por segundos perdia o foco, por minutos via-me perdido em seu corpo vestido de desejos. Mãos, toques, cheiros e mordidas. Até nossos pés sincronizavam. Humana demais pra ser real aqui nessa cama. Mulher demais pra estar nos meus braços. Ela foi puro êxtase. Sem saltos, sem esmalte vermelho, sem tinta no cabelo. Ela só me tirou, por algumas horas, da falsa realidade que criamos em madrugadas vazias. Sorriso, verdade e inteireza. Envolveu-me mais que atraiu, matou minhas horas como se fossem minutos. Mas o recreio acabou!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Paixões mais ou menos


Amante do teu corpo e da tua alma!
Das tuas entrelinhas e poemas
Do teu riso de canto de boca

Das tuas marcas e teu declive

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ela quer tudo, sempre mais profundo que o mar.

Experimentando-me nos acasos que a vida me propõe vou vendo como reajo a tantos casos impensados e incomuns. Vou me vendo perdida e frágil, vulnerável e corajosa. Como pode uma mulher ser assim, tão poesia e tão prosa, de humanas e de exatas, silêncio e caos, amor e brutalidade, arte e exatidão?