quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Textos alheios



Faz outra tatuagem, você sempre disse que te renova. Volta com o teu cabelo curto e não espera dar seis horas, só levanta e vai embora. Anda de chinelo essa semana, deixa o sol tocar em você e escuta um pouco: Chico, Tim e Paralamas. Você é bonita assim, com os zóin sem dono, é a tua liberdade que encanta. Faz o que precisar pra acabar com essa tristeza, mas faz por você, que eu não tô valendo a pena. E você, meu bem, vai valer a vida inteira.



Um texto de:  Bruno Fontes.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Tudo é um milagre



Quando você ouve alguém sussurrar baixinho: "Tá vendo, tudo é poesia".Você olha os cachorros livres e brincando na rua, vê a lua cheia te sorrindo no céu iluminado. E mais do que nunca Deus confirma no teu coração: Tudo é um milagre!
Obrigada meu Deus pelo sacrifício de amor naquela cruz, somos teu milagre.


quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Textos alheios

Sem ela eu vivo? Claro
Sem ela eu existo? Claro
Sem ela eu sou feliz? Claro
Então porque estão juntos? Por detrás destas questões está o pressuposto de que o outro é sempre uma ferramenta que uso pra encobrir meus buracos existenciais.
Acredito em um amor que vai além das carências afetivas, mas que nos transcende em uma luta conjunta por transcendência. Temos mais que sentimentos compartilhados, temos uma história, temos uma aliança, temos um dever a cumprir, uma jornada pra concluir.
Sem ela continuo eu continuaria vivendo, mas jamais cumpriria uma missão que foi dada a nós dois.

Texto de: Eric Rodrigues

domingo, 14 de agosto de 2016

Presente para o pai



Meu pai é o meu exemplo
De amor e de ternura
Garra inteligência e luta
Faz do poema armadura
Ama sempre o seu irmão
Com paz e dedicação
Uma herança de cultura

O poeta Esperantivo
É um pai de esperança
Nele tenho confiança
Meu poeta e meu abrigo
Também é meu ombro amigo
Foi com ele que aprendi
A seguir sempre a sorrir
Escrever e versejar
Na cultura popular
Por amor eu vou seguir

quarta-feira, 11 de maio de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Via-me e deixava-me

Não vou implorar amor
De quem nunca soube amar-me
Via-me aos prantos e deixava-me
Não entendia meu clamor
Não sentia o meu temor
Buscava sempre a razão
Não permitia a emoção
Chegar e acomodar-se
Não deixava que ela ficasse
E invadisse o coração

Via-me aos prantos e deixava-me!


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Poeta não mente




O poeta não mente, ele reinterpreta fatos.
O poeta não mente, ele recria o mundo. 
O poeta não mente, ele reescreve histórias.


O difícil é sempre melhor?

Em uma conversa qualquer, um dia Leminski disse: O difícil é sempre melhor.
Da mesma forma eu escutei por toda minha infância e no decorrer da vida. Aceitava isso como verdade sem questionar ou tentar entender. Deve ter sido por isso que vivi com tantos amores impossíveis e platônicos. Fui me apaixonando por tudo que eu não poderia ter ou dificilmente teria. Seguindo essa linha estranha de raciocínio acabei, por muitas vezes, me frustrando e desistindo.
Agora me questiono se, em tudo, isso é válido.

Diga-me, o difícil é sempre o melhor? ...Por quê?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Mulher é feito Rapadura



Tem doçura que encanta
Não se mostra a qualquer um
Tem um charme incomum
Um amor que acalanta
Dá até nó na garganta
Fingindo tanta frieza
Mulher com tanta firmeza
Quem vê pensa que ela é dura
Mulher é feito rapadura
Com ela não tem moleza

Tem mulher que é melindrosa
Faz tudo que “não devia”
Com papo de androgenia
Deixa gente curiosa
Por vezes ela é tinhosa
Em outras só tem brabeza
Mas também é realeza
Quando chega com doçura
Mulher é feito rapadura
Com ela não tem moleza


Mote e Glosa: Jennifer Amorim
Cabo de Santo Agostinho - 20/01/2016. 15/02/2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O Tudo é uma coisa só


     
     Passamos a ser o lugar onde Cristo habita, a casa do Espírito Santo, temos que conhecer e cuidar do conforto e organização da casa.
Devemos amar nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22:39) e para isso devemos nos conhecer e aprender a crescer com o silêncio e com nossas dúvidas, medos e dificuldades. Quem não conhece a si mesmo e não se aceita, dificilmente saberá reconhecer e aceitar o irmão e o próximo. É por esse motivo que devemos nos preocupar com o autoconhecimento.
     Vivemos em uma sociedade onde existe uma busca desenfreada pelo tentar entender a história de vidas de pessoas importantes, busca-se a fundo tentar entender o comportamento de animais e de fenômenos naturais. Tenta-se explicar doenças e pensamentos de grandes filósofos. Existe uma forte busca para entender de onde vem, porque veio e para onde se vai. Porém é esquecido o mais importante: Saber quem somos, de onde viemos e para onde devemos ir.
       Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; (Ap:2-5).
     Muitas vezes a parte mais difícil é começar. Saber/reconhecer onde o erro começou, a partir de onde começamos a deixar de lado a prática da nossa intimidade com Deus. O inicio do erro é a parcialidade e só depois de muitos atos e erros é que nos vemos perdidos, nesse ponto já não é mais tão fácil saber onde tudo começou. Então trabalhe em você. Se descubra e trabalhe seus sentimentos para que eles te edifiquem. Saber conviver com você tornará mais fácil sua convivência com seu próximo e com Deus.
    Lembre-se sempre do impacto que você tem sobre o mundo. Pense que nessa vida as coisas acontecem com uma sequencia de dominós emparelhados e que cada peça tem papel primordial em fazer seguir o curso de outras que a seguem. Está tudo encadeado portanto seja influenciador, mas lembre-se: Você não tem o controle!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Muito antes que eu caísse Comigo Deus já estava

Por mares montes e rios
O seu amor me alcançou
Da tormenta me tirou
Preencheu todo o vazio
Na tristeza fez um desvio
Mostrou que ali estava
Que nunca me abandonava
Mesmo que eu não lhe visse
Muito antes que eu caísse
Comigo Deus já estava




Mote: Silvano Lira
Glosa: Jennifer Amorim

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Intervalos da vida

Nunca tinha visto desse tipo. A mulher veio, se achegou, conheceu e se fez parte daquilo. De uma hora pra outra ela parecia não fazer mais parte daquele todo comum. No meio da noite ela se fez inteira, quando ninguém mais nos via. Desnudou-se ainda vestida e me entreteve. Tirou-me da realidade, mais profundamente que meu ultimo trago, subitamente me distraiu. Por segundos perdia o foco, por minutos via-me perdido em seu corpo vestido de desejos. Mãos, toques, cheiros e mordidas. Até nossos pés sincronizavam. Humana demais pra ser real aqui nessa cama. Mulher demais pra estar nos meus braços. Ela foi puro êxtase. Sem saltos, sem esmalte vermelho, sem tinta no cabelo. Ela só me tirou, por algumas horas, da falsa realidade que criamos em madrugadas vazias. Sorriso, verdade e inteireza. Envolveu-me mais que atraiu, matou minhas horas como se fossem minutos. Mas o recreio acabou!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Paixões mais ou menos


Amante do teu corpo e da tua alma!
Das tuas entrelinhas e poemas
Do teu riso de canto de boca

Das tuas marcas e teu declive

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ela quer tudo, sempre mais profundo que o mar.

Experimentando-me nos acasos que a vida me propõe vou vendo como reajo a tantos casos impensados e incomuns. Vou me vendo perdida e frágil, vulnerável e corajosa. Como pode uma mulher ser assim, tão poesia e tão prosa, de humanas e de exatas, silêncio e caos, amor e brutalidade, arte e exatidão?