Escrevo porque sinto, porque leio, porque observo. Porque tenho opinião. Porque vivo e tenho histórias para contar. Porque os pensamentos não conseguem ficar quietos na minha cabeça, e nem sempre se organizam sozinhos aqui dentro. Preciso colocá-los pra fora e, só aí, eles vão tomando forma, corpo. Ganham vida. Alguns morrem, depois, dentro de mim. Outros não. Mas, nas palavras, todos ficam imortalizados.
Escrevo para não enlouquecer. Escrevo porque nunca consegui fazer terapia. Escrevo porque tem coisas que não conto nem pra mim mesma, mas usando um personagem e uma terceira pessoa por que não?
Escrevo porque gritar já não adianta. Escrevo para desabafar. Escrevo porque sonho. Escrevo porque fantasio. Escrevo porque quero mais. E mais.
Não escrevo para mandar recados, nem indiretas. Escrevo pra mim. Mesmo que eu esteja escrevendo para alguém.
Escrevo porque tem coisas que eu queria falar e não consigo. Que eu sinto e não admito. Que eu quero e ainda não sei. E, quando eu leio a bagunça do primeiro rascunho, tudo fica mais claro. Ou não.
Escrevo porque tem dias que a criatividade ou uma inspiração impulsiva me invadem e alguns textos pedem para existir.
Escrevo porque perverto o que ouço, o que vivo.
Escrevo também para me desafiar. Gosto de ideias que não nascem prontas.
Escrevo para eternizar um sentimento, como uma foto faz com um momento. E para rir de mim mesma quando eu, lá na frente, voltar, reler meus textos e [re]lembrar.
Texto mais que perfeito do Poeta - Charles Bukowski.
Super me identifiquei com esse lindo texto *o*

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