sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

These Words I Write Keep Me From Total Madness.

Escrevo porque sinto, porque leio, porque observo. Porque tenho opinião. Porque vivo e tenho histórias para contar. Porque os pensamentos não conseguem ficar quietos na minha cabeça, e nem sempre se organizam sozinhos aqui dentro. Preciso colocá-los pra fora e, só aí, eles vão tomando forma, corpo. Ganham vida. Alguns morrem, depois, dentro de mim. Outros não. Mas, nas palavras, todos ficam imortalizados.
Escrevo para não enlouquecer. Escrevo porque nunca consegui fazer terapia. Escrevo porque tem coisas que não conto nem pra mim mesma, mas usando um personagem e uma terceira pessoa por que não?
Escrevo porque gritar já não adianta. Escrevo para desabafar. Escrevo porque sonho. Escrevo porque fantasio. Escrevo porque quero mais. E mais.

Não escrevo para mandar recados, nem indiretas. Escrevo pra mim. Mesmo que eu esteja escrevendo para alguém.

Escrevo porque tem coisas que eu queria falar e não consigo. Que eu sinto e não admito. Que eu quero e ainda não sei. E, quando eu leio a bagunça do primeiro rascunho, tudo fica mais claro. Ou não.
Escrevo porque tem dias que a criatividade ou uma inspiração impulsiva me invadem e alguns textos pedem para existir.
Escrevo porque perverto o que ouço, o que vivo.
Escrevo também para me desafiar. Gosto de ideias que não nascem prontas.
Escrevo para eternizar um sentimento, como uma foto faz com um momento. E para rir de mim mesma quando eu, lá na frente, voltar, reler meus textos e [re]lembrar.


Texto mais que perfeito do Poeta - Charles Bukowski.


Super me identifiquei com esse lindo texto *o*

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Não durmo antes de sonhar, vôo em pensamentos.

Agora sem querer me deparei em uma historia cheia de magia e de momentos mágicos que nascia em meus pensamentos, fiquei tentando entender porque sempre que deito em minha cama acabo dando a volta ao mundo e vivendo várias emoções das quais nunca provaria enfrentar na vida real. Sempre vivo o impossível. Só imagino coisas das quais nunca provarei nem passarei algum dia. Sonho com alguém que mal fala comigo e que nem me nota na multidão. Meus pensamentos vão tão longe que nem da pra definir essa sensação. Eu não costumo sonhar dormindo, meu cérebro não funciona muito bem enquanto durmo. Mas mesmo assim ele é uma máquina incessante de pensamentos...
Quando estou com algum problema é sempre entrando no meu mundo de sonhos que acabo adormecendo, mas isso só depois de enfrentar esses problemas, superá-los e ser feliz mesmo depois de tudo -Pena que isso não sai dessa minha cabecinha teimosa e não vira realidade-.
Espero que eu não seja a única a sonhar acordada e a ficar observando detalhes minúsculos, que aparentemente não tem valor algum. Tem coisas, tão simples, que me comovem e não me permitem dormir antes de entrar na minha mente e tomar todos os meus pensamentos...
Mas a pergunta inicial ainda me assola. Porque eu vivo um mundo paralelo ao real, onde tudo e nada pode acontecer? - Sempre com meus pensamentos soltos que se tornam lindos e esquemáticos filmes de ficção- Esses mesmo pensamentos são os que me tiram desse mundo real, que me amedronta, e que me levam pra um mundo onde posso falar o que penso e ser retribuída com respostas e atitudes recíprocas as minhas [ou até melhores].

Meus pensamentos não têm limites nem fronteiras, vão aonde bem entendem, são livres. São pensamentos soltos que vão onde querem, mas nunca chegam há lugar algum.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Apagão de humanidade.

Fim de um dia qualquer, mais uma noite qualquer. O vento parece dormir no ritmo da cidade que no momento está sem energia. Um silêncio sombrio. Quais mistérios essa noite nos guarda? O que acontece além desses nossos olhos tão limitados ao ‘nosso mundo’. São tantos timbres, cores e raças, tal diversidade que se expande e não ensina nada, não nos leva a nada. Somos todos tão humanos que nem sabemos das coisas mais sublimes que acontecem bem de baixo de nossas narinas. Nessa noite tento entender como é que conseguimos viver bem diante de tanta maldade. Só de pensar que agora tem pessoas dormindo em ruas, sem ter o que comer nem vestir me dá uma sensação tão ruim, eu me enojo disso, me envergonho. Mas não dessas pobres pessoas que não tem do que viver e sim dessas pessoas repletas de poder que não querem enxergar o verdadeiro e desigual mundo em que vivemos. Enoja-me saber que essas pessoas que tem mais do que precisam não enxergam nada além de si e saem por ai se exibindo em seu carro importado novo que vai pôr na sua coleção. O mundo grita por nós, nos pede socorro a todo instante e tapamos nossos ouvidos para não escutarmos esse clamor. Somos, assim, mais um desses que só querem estar ali sem serem incomodados com problemas alheios... Nós humanos somos vermes, ratos que vivem a beira de um esgoto, mas ainda encontram maneiras para tirar algum proveito disso sem precisar se esforçar para manter o local mais adequado para a vivência. Acostumamos-nos a viver na imundície em meio à corrupção, maldade e pobreza. Achamos que isso é normal e que deve ser assim sempre. Adaptamo-nos a isso, nos acomodamos a essa vida que de algum modo começa a nos incomodar.