sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Teu labirinto

Vejo que o caminho que me leva a você é um labirinto
No qual eu sinto uma enorme tentação de entrar
Mas o que prevalece é o medo
Aquele receio de ali me perder e jamais me encontrar

Mesmo sem nunca ter trocado nem sequer uma palavra com você eu te digo:
-Se me prometerdes estar sempre ao meu lado, eu entro nesse labirinto de olhos vendados. Apenas com um receio...
O de um dia encontrar a tal saída.

sábado, 6 de agosto de 2011

ELA, suas procuras e medos

Ela deita e se faz protegida ao abraçar seu ursinho de pelúcia. Ela sente um medo enorme de crescer e se tornar uma mulher importante e também teme crescer sendo sempre a mesma garota tímida. Ela está triste e não sabe para onde deve ir. Ela chora e procura alguém para quem correr...



Ela procura
Ela se perde
Ela não encontra, nem se encontra.
...Mas a garota sempre procura um motivo para viver em cada desencontro.



-Espero que algum dia essa garota se encontre para nela eu poder me encontrar.

Garoto, as vezes eu fujo.


Fugir!
Esse verbo sim eu sei conjugar muito bem. Seja no pretérito ou no futuro, apesar de fazê-lo melhor no presente. Fujo de teu sorriso, desse teu olhar sereno e- ao mesmo tempo- avassalador...


Garoto de sorriso doce e lábios de perdição
Garoto que me faz fugir de cada ato seu
Que me faz ter medo de me aproximar
E me perder em um mundo que não é meu

Garoto que me faz agir como boba
Aquela que verdadeiramente sou

Garoto que me trouxe de volta aquelas borboletas
Que um dia eu não soube cuidar
E que deixei morrer
Sem ao menos me explicar

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O garoto,

Eu não quero mais passar em cada esquina a procura de um olhar
Um olhar perdido que possa se encontrar nos meus
para eu poder me encontrar
E daí o desencontro
para eu inevitavelmente me desconcertar.



Quero é um olhar definido,
para eu passar uns minutos olhando,
uma hora olhando, passar minha vida com aquele olhar.
Um para eu desvendar, me perder, me encontrar.
Quero o olhar que me faça não querer mais nada nem ninguém

Quero teu olhar, quero teu fascínio.
Eu te quero, mas nem sei quem és.
Não quero apenas alguém pra mim, é diferente.
Quero-te pra mim.

Então garoto, por favor, diga-me quem és
Diga-me onde estais que eu te busco.
Vou te trazer pra mim

Vou te contar todas as histórias que me surgiram
Essas, na tentativa de decifrar como seria nosso encontro,
Tentando dizer pra mim que você não é apenas sonho
Tentado me convencer que não és só fruto de minha carência excessiva.

E se for só isso?
Se você for apenas minha melhor forma de fugir do mundo ?

Sinto que não, mas temo que seja...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Textos alheios

Só numa multidão de amores


Eles não estavam trocando juras de amor, não andavam de mãos dadas, nem se chamavam por nomes infantis. Não tinha pieguice romântica ali. Mas foi a cena mais doce que eu vi: dois olhares se encontrando. Não só se encontrando: se confortando, se sabendo, se completando. Eu notei que eles eram algo além de amigos, que se desejavam e se protegiam, e foi só pela cumplicidade dos olhos, que deixavam de ser dois e se enlaçavam quatro.
Eu quis então ter um olhar pra mim. Não alguém pra chamar de meu, como diz o clichê, como grita a conveniência, mas um olhar que fosse meu por puro encaixe. Foi um pouco de inveja, talvez. Eu soube naquelas duas pessoas que elas não se sentiam sozinhas ou perdidas. Que mesmo depois de um dia cheio e chato, tinham uma certeza de carinho. E eu quis. Quis algo além da rotina do trabalho e gente fabricada com seus narizes perfeitos e cabelos penteados. Quis algo certo como o frio na barriga e a respiração travada, o coração esquecendo de bater. Quis algo errado que me fizesse bem só por escapar do caminho óbvio de toda noite. Uma espera no fim do dia, sabe? Essa espera. Não a espera de uma vida toda sem saber o que buscar pra ser feliz. Só sair do dia igual pra ter uma noite diferente. E tornar esse diferente comum só porque é bom estar perto.
Todo o amor que eu sufoquei por excesso de razão agora grita, escapa, transborda. Estou só numa multidão de amores, assim como Dylan Thomas, assim como Maysa, assim como milhões de pessoas; assim como a multidão de amores está só, em si. Demonstro minha fragilidade, meu desamparo. Eu não procuro alguém pra pertencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.
Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.
Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra, nada além de dois olhos se enlaçando quatro. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera. 

Um texto lindo da VerônicaH. que você pode encontrar aqui .

sábado, 9 de julho de 2011

Impossível x Possível.

Impossível,Possível,Difícil,Complicado,Chato,Tedioso, Mal humorado,Idiota,Amor,Sexo, Paixão,Confusão,Brigas,Chocolate,Cama,Beijo,Sono:
Depende de como vemos, antes era impossível, mas porque agora dizemos ser possível? - Era a mesma coisa, sempre foi.
Por acharmos ser possível vêm as dificuldades, tudo que é possível é real e tudo que é real é difícil – nada chega de bandeja-. Complicações! Por ser possível é real por ser real é difícil por ser difícil é complicado. Quando as coisas complicam ficam chatas, tediosas. Quando nos encontramos em situações assim a tendência é ficarmos logo mal humorados. Pessoas mal humoradas tendem a agirem como idiotas.
Amor! Era disso que queríamos tratar, mas sem querer acabamos fugindo do assunto.
Bem, quando para nós um amor deixa de ser impossível para ser possível, de uma hora para outra, termina acabando em sexo, então talvez não seja amor e sim paixão. Era exatamente disso que iríamos falar! Paixão – já que amor é complexo demais para ser tratado por mim-. Junto com uma paixão cheia de dificuldades, complicações e ações impulsivas vem logo as confusões e as brigas que para as mulheres, muitas vezes, tende a ser motivo para chocolate e muito drama. Depois dos nervos mais calmos – graças ao chocolate- vem aquela vontade de relaxar então... Cama,beijos de boa noite e um bom sono.
No dia seguinte ninguém ao lado e enfim... Vida! Voltando para rotina normal sem tantas aventuras e acreditando na impossibilidade das coisas. E com isso –inconscientemente- a espera que tudo aconteça novamente e que algo se torne possível, mas que dessa vez seja algo melhor. Que seja possível o amor para trazer a esse coração em espera a tão [im]possível felicidade.


Novo marcador: Textos de palavras. Basicamente eu vou listando todas as palavras que vem em minha cabeça e as escrevendo em ordem e depois é só fazer o texto – com as palavras também na ordem e com suas possíveis repetições-. O resultado é esse ai que vocês podem ver acima. O texto não sai com muito sentido, mas também não é tão sem pé nem cabeça.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ventos que levam

Ao acordar me deparei com a secretaria a piscar, sinal que havia uma mensagem para mim. Achei que fosse alguma cobrança ou sabe-se lá o quê, nada que merecesse minha atenção, até que ao por meu café em uma xícara vi que a voz me era familiar e com um susto percebi que a voz era do Miguel, um antigo namorado meu.

-Olá! Sinto sua falta em noites frias como aquela, lembra?Fico me perguntando porque você sumiu e está tão distante e fria, espero de você uma resposta sensata sobre seu sumiço repentino. Beijos!

“Por mais que seja difícil e doa, confunda e perturbe um pouco os seus sentidos eu ainda vivo. Talvez eu tenha morrido pra você, sumido, virado pó. Eu não virei pó, mas teu desprezo me fez ser levada ao vento, com toques leves eu fui parar em outro universo e ali me perdi, hoje nem sei bem se posso ser considerada um ser humano normal ou se já sou outro tipo de criatura. As coisas mudaram, eu fui forçada a ir para outra constelação. Onde eu estou não existe tanta luz, mas como qualquer ser eu tive que me adaptar. No começo até hesitei, achei que voltaria rapidamente para aquele conto de fadas- o nosso mundo-, mas não funcionou bem assim, quase que por questão de vida ou morte eu aprendi a viver em lugares frios, sem luz e nem sequer calor humano, me acostumei à solidão ao sofrimento e ao abandono. Agora não venha tentar concertar todo o seu erro, com pequenos reparos e pinceladas leves, nada será mais como antes.”

-Talvez seja melhor eu guardar a resposta para mim, quem sabe assim você continue sua vida e um dia veja onde errou.

Isso foi tudo o que consegui responder, mas se ele lembrar de tudo, será o suficiente para entender toda a história e até ler suas entrelinhas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

incompreensões

A vontade que eu tenho é de correr pros teus braços e te falar o quanto te amo e que você é tudo para mim. Mas alguma coisa não me deixa fazer isso. Talvez seja o meu medo, ou talvez, apenas seja a minha razão tendo forças o suficiente para controlar os desejos do meu coração. Eu nem sei bem o que é, mas a verdade é que eu nunca consegui me declarar pra ninguém , no fundo no fundo eu tenho um enorme medo de me deixar ser feliz.Eu sempre me privei da felicidade achando não ser merecedora dela, mas agora isso já não importa mais. Hoje eu acordei com forças o suficiente para superar tudo que vier na minha frente,eu abri a porta para a felicidade, pois descobri que ela nunca entraria se todas as portas e janelas estivessem fechadas. Eu vou buscar a minha felicidade e essa felicidade eu sou vou encontrar em você. Agora sim, você vai ver o que eu posso ser pra você. Você verdadeiramente quer me fazer feliz? Então o faça. Dessa vez eu não vou te fazer derramar lágrimas por causa da minha incapacidade de sondar um verdadeiro amor.

domingo, 8 de maio de 2011

Óleo e água, não se encontram?

 Dizem que duas pessoas são como óleo e água quando não se dão bem, não conseguem estar juntas sem haver conflitos. Mas eu não vejo assim, como tudo depende do ponto de vista, eu tenho a minha própria visão disto e ela é bem diferente da definição de sempre.
 Água e óleo, mistura heterogênea, portanto a diferença de cada elemento é perceptível. Mas isso não significa que não consigam permanecer juntos, essa mistura apenas não confunde nossos olhos, ela nos mostra até onde cada substância pode ir. O óleo se limita até o inicio da água (e vice-versa). Mas a água e o óleo ficam muito bem um ao lado do outro, chegam a serem engraçados.
 Então, porque quando comparamos isso com duas pessoas (digamos, opostas), imaginamos logo pessoas que não se entendem?
 Água e óleo, sendo levados a uma comparação humana, podem ser classificadas apenas como duas pessoas que combinam, ficam bem uma ao lado da outra. Pessoas que mesmo estando próximas demais sabem muito bem entender quem é quem e até onde cada um pode ir. Digamos que podemos comparar com duas pessoas que se gostam muito e se respeitam, de modo que não interferem na vida do outro, não saem da linha imaginaria que existe entre eles, não fogem dos limites.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

These Words I Write Keep Me From Total Madness.

Escrevo porque sinto, porque leio, porque observo. Porque tenho opinião. Porque vivo e tenho histórias para contar. Porque os pensamentos não conseguem ficar quietos na minha cabeça, e nem sempre se organizam sozinhos aqui dentro. Preciso colocá-los pra fora e, só aí, eles vão tomando forma, corpo. Ganham vida. Alguns morrem, depois, dentro de mim. Outros não. Mas, nas palavras, todos ficam imortalizados.
Escrevo para não enlouquecer. Escrevo porque nunca consegui fazer terapia. Escrevo porque tem coisas que não conto nem pra mim mesma, mas usando um personagem e uma terceira pessoa por que não?
Escrevo porque gritar já não adianta. Escrevo para desabafar. Escrevo porque sonho. Escrevo porque fantasio. Escrevo porque quero mais. E mais.

Não escrevo para mandar recados, nem indiretas. Escrevo pra mim. Mesmo que eu esteja escrevendo para alguém.

Escrevo porque tem coisas que eu queria falar e não consigo. Que eu sinto e não admito. Que eu quero e ainda não sei. E, quando eu leio a bagunça do primeiro rascunho, tudo fica mais claro. Ou não.
Escrevo porque tem dias que a criatividade ou uma inspiração impulsiva me invadem e alguns textos pedem para existir.
Escrevo porque perverto o que ouço, o que vivo.
Escrevo também para me desafiar. Gosto de ideias que não nascem prontas.
Escrevo para eternizar um sentimento, como uma foto faz com um momento. E para rir de mim mesma quando eu, lá na frente, voltar, reler meus textos e [re]lembrar.


Texto mais que perfeito do Poeta - Charles Bukowski.


Super me identifiquei com esse lindo texto *o*

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Não durmo antes de sonhar, vôo em pensamentos.

Agora sem querer me deparei em uma historia cheia de magia e de momentos mágicos que nascia em meus pensamentos, fiquei tentando entender porque sempre que deito em minha cama acabo dando a volta ao mundo e vivendo várias emoções das quais nunca provaria enfrentar na vida real. Sempre vivo o impossível. Só imagino coisas das quais nunca provarei nem passarei algum dia. Sonho com alguém que mal fala comigo e que nem me nota na multidão. Meus pensamentos vão tão longe que nem da pra definir essa sensação. Eu não costumo sonhar dormindo, meu cérebro não funciona muito bem enquanto durmo. Mas mesmo assim ele é uma máquina incessante de pensamentos...
Quando estou com algum problema é sempre entrando no meu mundo de sonhos que acabo adormecendo, mas isso só depois de enfrentar esses problemas, superá-los e ser feliz mesmo depois de tudo -Pena que isso não sai dessa minha cabecinha teimosa e não vira realidade-.
Espero que eu não seja a única a sonhar acordada e a ficar observando detalhes minúsculos, que aparentemente não tem valor algum. Tem coisas, tão simples, que me comovem e não me permitem dormir antes de entrar na minha mente e tomar todos os meus pensamentos...
Mas a pergunta inicial ainda me assola. Porque eu vivo um mundo paralelo ao real, onde tudo e nada pode acontecer? - Sempre com meus pensamentos soltos que se tornam lindos e esquemáticos filmes de ficção- Esses mesmo pensamentos são os que me tiram desse mundo real, que me amedronta, e que me levam pra um mundo onde posso falar o que penso e ser retribuída com respostas e atitudes recíprocas as minhas [ou até melhores].

Meus pensamentos não têm limites nem fronteiras, vão aonde bem entendem, são livres. São pensamentos soltos que vão onde querem, mas nunca chegam há lugar algum.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Apagão de humanidade.

Fim de um dia qualquer, mais uma noite qualquer. O vento parece dormir no ritmo da cidade que no momento está sem energia. Um silêncio sombrio. Quais mistérios essa noite nos guarda? O que acontece além desses nossos olhos tão limitados ao ‘nosso mundo’. São tantos timbres, cores e raças, tal diversidade que se expande e não ensina nada, não nos leva a nada. Somos todos tão humanos que nem sabemos das coisas mais sublimes que acontecem bem de baixo de nossas narinas. Nessa noite tento entender como é que conseguimos viver bem diante de tanta maldade. Só de pensar que agora tem pessoas dormindo em ruas, sem ter o que comer nem vestir me dá uma sensação tão ruim, eu me enojo disso, me envergonho. Mas não dessas pobres pessoas que não tem do que viver e sim dessas pessoas repletas de poder que não querem enxergar o verdadeiro e desigual mundo em que vivemos. Enoja-me saber que essas pessoas que tem mais do que precisam não enxergam nada além de si e saem por ai se exibindo em seu carro importado novo que vai pôr na sua coleção. O mundo grita por nós, nos pede socorro a todo instante e tapamos nossos ouvidos para não escutarmos esse clamor. Somos, assim, mais um desses que só querem estar ali sem serem incomodados com problemas alheios... Nós humanos somos vermes, ratos que vivem a beira de um esgoto, mas ainda encontram maneiras para tirar algum proveito disso sem precisar se esforçar para manter o local mais adequado para a vivência. Acostumamos-nos a viver na imundície em meio à corrupção, maldade e pobreza. Achamos que isso é normal e que deve ser assim sempre. Adaptamo-nos a isso, nos acomodamos a essa vida que de algum modo começa a nos incomodar.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O que passei, passou..

Quando eu paro pra lembrar os nossos momentos juntos e vejo o quanto sou feliz com você ao meu lado, não consigo evitar em pensar no que eu passei para poder ter você, hoje, aqui comigo.O quanto sofri para poder te ter aqui, tudo aquilo que passei. Muitas vezes fico tentando esquecer e fingir que eu nunca sofri e nem chorei por sua causa, mas não é assim tão fácil de esquecer. Não vou dizer que não importa mais aquilo tudo que passei, porque importa sim. É importante pra fazer com que eu dê mais valor aos nossos momentos juntos e a esse amor que você sente por mim. Por que eu sei, e só eu sei, o que passei para estar aqui hoje. Eu sei que de alguma maneira Deus esteve [e está] presente nesses acontecimentos que envolvem nós dois. Ele sabe o quanto é importante e indispensável ter você em minha vida. Deve ser por isso que ele permitiu que hoje estivéssemos aqui, Juntos.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Música do mês.


É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer. É bom olhar pra frente. Nunca é igual, olhar, beijar e ouvir, cantar um novo dia nascendo. É bom e é tão diferente.
Eu não vou chorar você não vai chorar. Você pode entender que eu não vou mais te ver.
Por enquanto, sorria e saiba o que eu sei eu te amo.É bom se apaixonar, ficar feliz, te ver feliz me faz bem. Foi bom se apaixonar, foi bom, e é bom, e o que será?
Por pensar demais eu preferi não pensar demais, dessa vez..

Eu não vou chorar, você não vai chorar.
Ninguém precisa chorar.


Nando Reis - Dessa vez ♪

sábado, 29 de janeiro de 2011



Andei pra chegar mais longe e de lá de longe me ver feliz. Daqui de longe eu olhei pra trás e foi como ver distante eu atravessando os meus temporais. Sonhei muito diferente eu bati de frente, corri atrás e foi como se eu soubesse inverter o tempo e arriscar bem mais. ♪








Por dentro, ainda me sinto presa com tudo que vivi até hoje. Sejam as pessoas, os lugares, as sensações... Tudo o que passei e tive que enfrentar me serviu de lição e me tornou quem sou hoje. Com o tempo eu fui percebendo que as pessoas não são tão boas e que não devemos confiar plenamente nelas, mas que mesmo assim não podemos nos isolar do mundo porque simplesmente não viveríamos sem essas pessoas que vivem ao nosso redor, ninguém é perfeito e devemos aceitar isso.
Percebi que todos nós temos que sofrer para podermos entender o verdadeiro valor das coisas por mais simples que elas sejam. E descobri que ‘para sermos aprovados temos que ser provados’. É isso mesmo, para vencer algum obstáculo na sua vida e ter a vitória é preciso passar por provações e aprender a superar cada dificuldade que se levanta em sua frente. Como diria o ditado “ O sofrimento é inevitável, mas o desespero é opcional” , então não se abale nem se desespere por estar em uma situação sufocante. Muitas vezes nos sentiremos um nada em meio a esse mundo gigantesco que nos cerca e passaremos por experiências dolorosas, mas cabe a nós decidirmos como reagiremos a isso. Não poderemos evitar o sofrimento e as frustrações, mas poderemos, sim, tirar proveito disso. Tirar desse sofrimento novas lições abandonando idéias do passado e assim desafiar cada vez mais nossa capacidade de suportar essas frustrações que são de alguma maneira, indispensáveis na vida.

Com o passar do tempo eu fui ganhando experiência e conhecimento, mas sei, que ainda tenho muito que aprender nessa escola assídua que chamamos de vida. O ruim disso é que não temos tempo o suficiente para poder adquirir todo conhecimento necessário, porque temos um tempo limite, algo inevitável, – O qual costumamos chamar de morte-.


A vida é frágil, assídua e incessante, mesmo tendo um fim...

Após três meses.

Depois desses três meses muitas coisas mudaram.Vamos se dizer que vivi um pouco mais que o normal, por isso deixei de lado minha vida virtual. E fiz bem, pois isso me fez ficar melhor.Me senti viva depois de muito tempo fechada no meu nada. Me aproximei mais de pessoas com que convivi anos e nunca tive contato. Mas mesmo assim não considero todas essas pessoas como meus amigos verdadeiros... Isso o tempo é quem vai dizer.
Agora toda noite tem um pessoal aqui em casa. Entre, bregas, forros e pagodes, beijos, abraços e brigas, gritos e conversas sem sentido algum, vamos nos divertindo juntos.
Dessa vez eu aproveitei, fiz tudo que tinha direito- Mesmo achando que ainda dava pra aproveitar mais, porque sempre dá-.
Pra quem odeia banho de mar, entrar no mar com um sorriso na cara, de roupa e tudo, correndo feito uma louca e estando naqueles dias, foi uma grande superação - e uma grande loucura também- E vocês sabem aqueles pirralinhos de 3 anos que se jogam na areia e fazem pirraça pra não voltar pra casa,pronto, era eu escritinha quando estava voltando. Toda melada de areia, da cabeça aos pés, reclamando de tudo. Mas no fundo achando que valeu a pena o surto momentâneo.
Nessas férias com esse povo doido teve “de tudo” de provas de roupas só pra tirar fotos até uma ida num cinema num domingo a noite em uma van do mal, que é parada pela policia e o cobrador é preso.
Essas minhas rotinas nadas convencionais – que, na verdade, não foram rotinas- fizeram com quê eu aproveitasse um pouco mais os poucos momentos da vida, com que eu tivesse mais historias bobas pra contar e menos tempo a perder... Acabei exercitando mais o meu cérebro parado e sedentário, com novas – e muitas- duvidas e perguntas que me rondaram por um bom tempo [e ainda rondam]
...Foram tantos ocorridos que nem sei citar direito e nunca conseguirei citar tudo...
Como descrever esses momentos que passei ao lado dos meus amigos? – Impossível, talvez. Ainda não inventaram palavras para algo desse tipo.